quinta-feira, 3 de julho de 2014

Momentos...

06.06.2014

Frio, escola de greve, compressor do consultório estragado, alunos do calabria em um campeonato de futebol = Cilada

☆Nesse mesmo post vou aproveitar para fazer uma crítica, ja que no dia do diálogo não consegui falar. Um problema que eu  vejo especialmente nessa cadeira é a falta de organização, falta de comunicação na verdade, dos professores entre si com os alunos e também com as instituições.  Nesse dia (eu não sei se é verdade né) mas a moça que trabalha no calabria disse que como já fazia semanas que não íamos (jornada e diálogo) e ninguém avisou achava que ja tinha acabado e que não iríamos mais,  achei um pouco chato porque sempre se diz que não fazemos nada para AJUDAR ninguém, que não é caridade, portanto seria dever ( como em todo trabalho) justificar a ausência o que aparentemente não aconteceu. 
Também tenho que comentar sobre o cronograma que não levou em consideração que estamos em época de copa, não poderia ter atividade avaliativa no dia em que havia possibilidade de não ter aula. Podia menos ainda modificar essa atividade sem comunicar toda a turma.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Vivências do estágio parte II (Segunda parcial)

Nessa segunda etapa mudei de área,  fui atender no consultório do Centro de Extensão Vila Fátima. Ja tinha uma ideia de como era pelo que as colegas que trabalharam lá antes contaram, estando lá tive oportunidade de confirmar que as dificuldades que elas relatavam são reais e influenciam diretamente no nosso trabalho. Acho que isso não é totalmente ruim (obvio que suturar com um porta agulha enorme que corta o fio é horrível) mas vai me ajudar a ver que nem tudo é tão fácil quanto na faculdade, que a vida real nos dá duas possibilidades: de adaptação ou de modificação. Cabe a quem se depara com elas decidir o que é melhor.

É praticamente impossível de modificar a realidade fazendo um estágio de quatro ou cinco dias.Sobra vontade, mas não tem como simplesmente impor a minha vontade de mudar sabendo que quem trabalha lá fez a opção de só se adaptar. Da pra ver que muitas vezes faltam recursos não porque não existem, mas porque ninguém se dispõe a procurar e organizar o consultorio, ou pior ainda, falta boa vontade. Por exemplo, na primeira cirurgia que a Andressa fez (minha dupla) eu perguntei pra auxiliar se tinha soro para fazer a odontosecçao e ela disse que não,  já na outra semana em que a professora Karen estava junto o soro surgiu do nada.
Em qualquer local de trabalho (não só no sus) o que move a mudança são as pessoas, não os recursos disponíveis.  Só vai ter melhores condições de trabalho quem for atrás delas.

Já traçado o ambiente de trabalho vamos as minhas experiências na prática...não quis fazer um relato diário, vou colocar só o que foi marcante. 
No primeiro dia de clínica atendemos uma paciente que estava com dor e necessitava extração de vários restos radiculares. Após o procedimento vimos que ela não era alfabetizada, e que provavelmente não conseguiria ler a receita e tomar a medicação corretamente, sendo assim o dentista da unidade ajustou os horários para que ela conseguisse fazer uso do medicamento (não deixou nenhum para ser tomado de madrugada) e explicou qual comprimido (qual cor) ela deveria tomar em cada horário, mas acho que poderia ter sido melhor. Ela tinha a filha em casa que poderia ler a receita mas, teriam mais autonomia se as receitas fossem feitas como a do exemplo a seguir: 
 Acho que seria util pra ela se a receita fosse,  a união da primeira com a segunda.  Colocar o desenho da noite e do dia e ao invés dos  comprimidos colados colocar adesivos ou algum tipo de marcação na receita e no remédio.  

Na segunda consulta atendi a paciente mais comportada do semestre! 
Foram a unidade ela um irmão e uma irmã,  todos com problemas dentais. Novamente tivemos que atuar de maneira curativista. As visitas domiciliares poderiam ter modificado essa situação. Com uma ação mais efetiva de ESF essa situação poderia ser evitada,  uma intervenção preventiva mostrando a importância da manutenção de saúde para essa família,  saúde em geral, não só odontológica. O entendimento da situação familiar, do sistema de cada um e da família como um todo possibilitaria que a informação fosse passada da melhor forma pelos agentes, o que não acontece no centro de extensão. 

Também nesse dia verifiquei a importância de uma anamnese bem feita,  a paciente que precisava fazer extração tinha febre reumática e não estava fazendo tratamento. Com isso tivemos que fazer profilaxia antibiotica. Com essa situação resolvi revisar as indicações da profilaxia:


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Relato das visitas, escolha do local de atuação e vivências do estágio...

Depois da visita as duas unidades eu queria ficar na Unidade de saúde da Vila Jardim que parecia ser mais calma do que o Centro de Extensão da Vila Fátima. Contudo quando foi o momento de decidir depois repensei, acho que justamente por ser mais "agitado" o centro vai me trazer mais experiencia.
Não trabalhei em consultório ainda, mas pelo levantamento feito na escola, nunca irão faltar pacientes para atendimento (infelizmente). Se tivesse sido feito um tratamento de prevenção continuo e eficiente a demanda de atendimento na unidade diminuiria consideravelmente.
Das crianças que eu avaliei na Escola Nossa Senhora de Fátima apenas duas não apresentavam cáries, problema que poderia ter sido resolvido com uma maior atuação do dentista na escola. 
Um exemplo marcante da falta de atenção as crianças foi um menino que eu avaliei e me relatou que não escovava os dentes a aproximadamente um ano porque não tinha escova de dentes em casa. Eu prontamente após a avaliação entreguei uma escova para ele levar pra casa, mas depois fiquei pensando qual será a estrutura familiar dele? será que ninguém mais na casa dele escova os dentes ou ele é negligenciado? Será que não tem condições de comprar uma escova e todos vão usar a que eu dei?...
Fiz uma ação para promoção de saúde que provavelmente não foi efetiva, fiz o que era passível de ser feito naquele momento, mas para avaliar a efetividade e o que deveria ser feito nesse caso deveria ter seguido alguns dos objetivos educacionais.
Outro exemplo foi uma menina que enquanto esperávamos para entregar as autorizações nas turmas sentou do meu lado e tinha uma fratura no incisivo central superior. Perguntei o que tinha acontecido e ela me disse que tinha levado uma pedrada na boca que o dente ainda doía.A mãe não tinha levado ela para ser avaliada no dentista. Entregamos um encaminhamento, mas depois não tive mais contato, não sei se foi entregue e se ela foi atendida... 
Na instituição Calábria fomos recebidas com desconfiança pelos alunos adolescentes. Quando perguntamos sobre quais assuntos eles gostariam que falássemos não responderam nada... Sugerimos que fosse sobre HPV, Aparelho Ortodôntico e Respiração bucal, sugerimos também separar os meninos das meninas para que ficássemos mais livres para debate. Por um imprevisto não pude comparecer ao ultimo dia de estágio e não sei como se deram essas atividades e não vou conseguir acompanhar porque nas próximas semanas atenderei no consultório :(   



Sobre ART...


Dentro do local onde estamos trabalhando acredito que é de fundamental sabermos sobre esta técnica de restauração. Em geral o atendimento odontológico na comunidade demora a ser agendado e essas restaurações irão nos ajudar a manter as crianças sem dor e com os dentes em boca para aguardar o tratamento definitivo.

Sobre o texto de educação para saúde...

Nesse artigo o que mais teve destaque na minha opinião foram os objetivos educacionais que devem ser alcançados, que inclusive foi um assunto comentado e discutido em um dos dias do cenário de pratica. 
São discutidos três objetivos: cognitivos, afetivos e psicomotores.
 Vou colocar com as minhas palavras e de forma breve o que eu entendi de cada um desses tópicos...

*Cognitivos: Vão depender da capacidade de entendimento do público alvo. Para que possamos ter eficiência na abordagem e educação devemos observar o meio em que nos inserimos e adaptar as informações que serão dadas para que possamos ser entendidos. Por exemplo, não adianta levar a populações carentes e com baixa escolaridade materiais complexos e com linguagem cientifica, devemos adaptar as informações de forma simplificada para que sejam compreensíveis. 

*Afetivos:  Vai depender da capacidade do profissional de se integrar ao contexto de onde deseja atuar. Para que sejamos bem recebidos devemos levar em conta os aspectos culturais e sociais do lugar onde queremos promover educação. Devemos tentar criar vínculo com a comunidade a qual desejamos atingir, para que com isso tenhamos mais colaboração e melhores resultados.

*Psicomotores: As instruções dadas ao paciente deverão se adequar a possibilidade do mesmo em executá-las. Quando o paciente apresentar problemas relacionados a motricidade devemos encontrar meios ou para estimular a ação ou para contornar o problema.Nos casos de pacientes com mais dificuldade de motricidade e que não conseguem executar ações individualmente optaremos por esclarecer a pessoa responsável pelos cuidados para manter a saúde desse indivíduo. 

terça-feira, 22 de abril de 2014

Sobre a aula dos métodos de avaliação e do portfólio...

Confesso que achei uma ideia um pouco estranha, diferente de tudo que já tive que fazer até hoje, espero que de certo e espero também não passar vergonha aqui. 
Não sei se vou ter como seguir exatamente o que foi sugerido no artigo, a etapa de abertura que eu tinha feito já estava muito diferente dessa... Mas seguindo o próximo anexo vou tentar recomeçar...


1)PERSONALIZAÇÃO: Ok

2)PRIMEIRA PÁGINA: Não sei usar muito bem o blog ainda, assim que eu conseguir deixo a minha apresentação fixa como primeiro post, mas enquanto isso não acontece meus dados estão anexados ao meu perfil que fica logo abaixo do titulo.

3)MEMORIAL 1 - Pra ser sincera o curso de odontologia foi minha segunda opção, meu objetivo inicial era cursar medicina, mas acabei não passando no vestibular, no meio do caminho fiz dois meses de licenciatura em dança e depois sim me encontrei aqui.
 Hoje vejo que foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, me apaixonei pela odonto e não me imagino fazendo outra coisa.O acolhimento não foi dos melhores, lembro que no primeiro dia não falei com ninguém, foi um desespero! Mas com o tempo as coisas foram se acertando, e foram se criando laços. No inicio tínhamos uma dificuldade (acho que geral) de acolhimento pela faculdade mesmo, já que nos primeiros anos tivemos quase todas as aulas fora das dependências da faculdade de odonto.
Sendo um portfólio do estágio em saúde coletiva acho que devo falar também da evolução desde o primeiro contato até agora. As aulas do primeiro semestre foram complementadas no semestre passado com as atividades praticas, o que foi ótimo, porque o conhecimento teórico só se perpetua se dele conseguimos tirar algo concreto. 
Assim como em dentística, por exemplo, pra mim não adiantaria conhecer a teoria se não treinasse a aplicação de técnica. Semestre passado tivemos a "aplicação técnica de Saúde Coletiva".Não é que eu não soubesse nada da matéria do primeiro ano, mas foi muito útil para confirmar os conceitos teóricos, como a organização rede, os níveis de atendimento...
Esse semestre tem sido melhor porque estamos indo mais a campo (o azar passou), o trabalho de educação em saúde e a convivência em ambientes com cirurgião dentista tem facilitado o entendimento sobre as funções exercidas pelo profissional que atua em saúde pública.

4)MEMORIAL 2- Não sei se entendi direito essa parte do artigo mas...
 Eu acho importante, trabalhar com pessoas, não tem forma melhor de aprender do que trocando conhecimento. Atender pacientes,  fez com que eu me tornasse uma pessoa mais sensível a necessidade do outro. Muitas vezes somos procurados não só para cuidar de dentes ou da boca em si, o atendimento quase sempre envolve outros aspectos do paciente que devem ser considerados para que possamos ter  eficiência no tratamento.Fatores comportamentais e psicológicos são de extrema relevância para o processo. 
Para o meu futuro profissional desejo trabalhar em uma área que envolva mais do que simplesmente a realização de procedimentos isolados, sem contato com o paciente de maneira geral. Quero poder atuar em uma área em que possa abranger mais áreas de atenção e cuidado do que somente a boca.